H1N1, Coronavírus e o impacto no comércio exterior

A organização Mundial da Saúde declarou no dia 11 de Março de 2020 o estado de pandemia do Coronavírus, entretanto, sentimos desde janeiro o impacto dessa doença no comércio exterior.

Essa classificação é usada quando uma doença não se restringe apenas a uma região específica e sim todo o globo. No Brasil, foi confirmado o primeiro caso dia 26 de Fevereiro, já são 234 em 16 de Março e infelizmente a primeira morte no dia 17.


Fonte: Ministério da Agricultura

Como buscamos minimizar os prejuízos no comércio exterior, analisaremos a última situação pandêmica superada em 2009 perante o H1N1, a fim de fazermos um comparativo do possível impacto do Coronavírus no comércio exterior brasileiro e quais previsões ou conclusões podemos chegar.


Fatos e números importantes sobre o H1N1 e Coronavírus.


Acreditamos que o comparativo é válido também por ambos os vírus terem transmissão quase idêntica, isso é:

Transmissão direta: Por pessoas pelo contato da saliva por meio da fala, espirro ou tosse; e Transmissão indireta: Quando realizamos contato a um objeto contaminado e posteriormente tocamos os olhos, boca ou nariz.

Objetos como: Smartphone, teclado, mouse, corrimão, maçaneta, copo, óculos, bolsa, carteira, chaves... Pois é, tome cuidado!


H1N1


Apelidada de Gripe Suína, a proliferação começou no México matando mais de 100 pessoas em março de 2009, foi declarada como pandemia do dia 11 de Junho do mesmo ano até 10 de Agosto de 2010, infectando entre 11% a 21% da população mundial.

A OMS relatou 18.138 mortes confirmadas em laboratório, entretanto, estima-se que seja superior a 575.000, resultando numa taxa de mortalidade de +-0,02%.


Quantidade de mortes por Influenza H1N1, no primeiro ano de circulação da doença – thelancet.com


Note que o mapa acima não considera a proporção da população, afinal, é mais fácil para os países mais populosos superar os 1500 casos.


Mortalidade respiratória e cardiovascular, para cada 100.000 habitantes, associado ao Influenza H1N1, no primeiro ano de circulação da doença – thelancet.com


Este demonstra quais foram os países mais afetados. Não é legal tratar de mortes como estatística, mas vemos que o continente Africano foi proporcionalmente o mais afetado, contabilizando mais 65.600 mortes.


Coronavírus


Descoberto no final de 2019, o Coronavírus pertence a família de vírus que causam infecções respiratórias. O vírus começou a se espalhar na província de Wuhan, China ao passo que já são mais de 200.000 casos confirmados.


Rastreador do COVID-19


Como é previsto para a situação se estender até 2021, não é prudente afirmarmos agora a taxa de mortalidade.


H1N1 e Coronavírus no comércio exterior brasileiro


Conforme verificamos números, datas e que não foi a primeira vez que consumimos álcool em gel desesperadamente, podemos analisar o impacto no comércio exterior brasileiro.

Apresentaremos nos dois casos, o volume de importações e exportações do ano anterior a declaração da pandemia, relembrando as datas:


* H1N1 = Junho de 2009.

* Coronavírus = Março de 2020.



Fonte: Comexstat


Ao vermos o período do primeiro caso até o fim da pandemia, notamos que não foi capaz de afetar expressivamente o comércio exterior brasileiro, nem mesmo a carne suína foi prejudicada nesse período.

Aliás, a queda vista em 2008, está relacionada a bolha imobiliária dos Estados Unidos.


Fonte: Comexstat


Todavia, já estamos caindo nas exportações, a balança comercial da segunda semana de março informa queda de -5,6%, comparado com o mesmo período de 2019.


***


Concluímos que o H1N1 não teve relevante impacto no comércio exterior, entretanto, o que mais impressionou ao verificar os dois gráficos, foi o curto tempo do 1º caso de Coronavírus, até ser declarado Pandemia.

Embora seja cedo para compararmos os efeitos do Coronavírus na balança comercial, sentimos no trabalho e por colegas como está cada vez mais difícil conseguir embarques, agravando-se por fechamento de fronteiras e cancelamento de voos.

Decerto que nossos custos Brasil subirão ainda mais, tanto que é necessário tratar do assunto novamente após o fim do estado de pandemia.

Agora devemos zelar pela saúde, reduzir o contato humano, especialmente colegas de trabalho e locais aglomerados, também redobrar a atenção com a higiene.


E você, leitora(o)?


Conte-nos como tem sentido na prática nas importações e exportações, que cuidados sua empresa tomou nesse período, vamos contribuir no assunto com previsões e experiências nos comentários.



Artigo escrito por Jonas Vieira Consultor, Escritor e Produtor de Conteúdo de Comércio Exterior LinkedInInstagramPodcast - jonas-vieira.com

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